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Estragos Emocionais

17 de janeiro de 2019
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Muitas coisas causam estragos emocionais na gente. Um conflito familiar, uma decepção amorosa, uma crise profissional, dificuldades financeiras, intrigas nas amizades, falsidade, hipocrisia, desonestidade, infidelidade. Enfim!
Em meus dois últimos artigos, me dediquei as questões envolvendo a carreira dos nossos filhos, suas escolhas profissionais, dificuldades para ingressar na faculdade e se manter nela.
Especificamente, em meu último artigo: Universidade – Como garantir a dos seus filhos, faço uma menção a números, que me impressionaram muito, trazidos por uma pesquisa realizada pela IDados, e que foi divulgada pela Rede Globo em seu jornal Bom Dia Brasil que veio ao ar no dia 17 de dezembro de 2018 (assista na íntegra a matéria).
Porém, gostaria ainda, de estender um pouco mais esse assunto devido a importância e o impacto que pode causar nas vidas dos nossos filhos e também nas nossas.
É que, mesmo com todo o conhecimento e experiência que temos, muitas vezes é quase impossível evitar uma decepção em nossas escolhas e isso vir a trazer consequências difíceis de reparar. É o que eu chamo de Estragos Emocionais.
Falo da escolha profissional dos nossos filhos. Pois, uma escolha errada pode mexer, significativamente, com o futuro deles.
Talvez, perder alguns anos de estudo e alguns milhares de reais, não sejam as piores consequências. Todo esse imbróglio pode desencadear grandes estragos emocionais, principalmente em questões de autoestima e desmotivação, podendo chegar até mesmo a depressões profundas.
Mas, tem como evitar toda essa situação? Sempre tem alguma coisa que podemos fazer, mesmo que não haja garantias.
Então, vou passar algumas coisas que estão ao nosso alcance e que podem evitar muitos aborrecimentos e que não vai custar nada além de um pouco de tempo e muita observação.

“As Cinco Dicas Práticas”

Antes de qualquer coisa, indico como fundamental, seguir as Cinco Dicas Práticas que relacionei no artigo: Expectativa dos Pais sobre a Carreira dos filhos – Cinco Dicas Práticas. Essas dicas tem o poder de fazer tudo começar direito.

Evite os estragos emocionais

Esteja sempre presente

Participe da vida acadêmica do seu filho se interessando por seus estudos.
Desde o primeiro dia de aula, crie a rotina de perguntar ao seu filho como foi a aula, se está gostando da turma e dos professores, se está conseguindo absorver os conteúdos, se as disciplinas são fáceis ou difíceis.
Dê-lhe muita atenção e demonstre verdadeiro interesse as coisas que o seu filho trouxer da faculdade, um comentário, uma curiosidade, uma novidade. Discuta o assunto e deixe que ele te surpreenda com o quê está aprendendo.
Pergunte, rotineiramente, se ele está gostando do curso escolhido. Faça isso durante todo o curso, em todos os anos de estudo.

Ligue seu radar

Fique atento aos sinais de desmotivação, como: preguiça ou não querer ir para a faculdade – chegar sempre muito cansado – nunca comentar nada sobre a faculdade – se, frequentemente, tem chegado com cheiro de cerveja – se não percebe movimentações de estudos em casa ou contatos com colegas para trabalhos em grupo.
Esses são sinais de que alguma coisa não caminha como deveria.

Muita calma nessa hora

Se, apesar de todos os cuidados, inevitavelmente o seu filhos chegou para você e disse que o curso não era o que ele esperava. Não fique brava com ele, é normal achar que estava certo e depois descobrir que não.
Nesse momento é fundamental dar apoio e mostrar compreensão e solidariedade. Ele não se sentirá sozinho e o recomeço será mais fácil.

O pior já passou

Recomece! Agora as chances de dar certo estão ao seu favor. Ele já experimentou, sabe como é e, principalmente, já sabe do que não gosta. Esse será um ótimo recomeço. Mas, só se tiver o apoio e a compreensão dos pais.

O sistema não ajuda

Nosso sistema de ensino é muito ultrapassado e não ajuda em nada na transição de um curso para outro.
Se o seu filho for continuar na mesma faculdade, só mudar de curso, ou mesmo se for mudar também de faculdade. É interessante que marque um horário com o coordenador do curso na faculdade. Peça a ele analisar as disciplinas frequentadas e aprovadas e o que pode ser eliminado no novo curso.
Viu, são coisas muito simples que podem evitar muitos estragos emocionais permanentes.
Não é feio errar uma, duas ou mais vezes. Feio é desistir pelo medo de errar novamente.
Gostou do texto? Acha que ele pode ser importante para seus amigos?
Compartilhe em suas redes sociais. Tenho outros artigos em meu Blog.
E se você me permitir. Até a próxima!
Adriana Oliveira

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