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Autoconsciência sobre nossas Forças e Fraquezas

29 de abril de 2019
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A autoconsciência sobre nossas forças e nossas fraquezas, certamente, nos dá uma enorme vantagem para lidar com as dificuldades e injustiças da vida. Sobretudo, na adolescência.
Vou tocar em um assunto preocupante e que deve fazer parte dos nossos radares, principalmente, de pais e responsáveis por jovens adultos e adolescentes. O suicídio!
Há exatamente um ano, abril de 2018, o G1, canal de notícias do globo.com, publicou uma matéria sobre o suicídio de adolescentes. Nessa matéria e em outras ligadas ao assunto, aparece um dado estatístico alarmante divulgado pelo Ministério da Saúde, onde foram registrados em 2016, 11.433 casos de suicídio no Brasil. Em média, “… um caso a cada 46 minutos, …a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.”.

O fim do tabu e os fatores motivacionais

Por muito tempo, o assunto foi tratado com muita cautela, evitava-se sua discussão de forma aberta, inclusive pelas mídias. Pois, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o assunto deveria ser evitado para que não ocorressem casos por imitação.
Contudo, a própria OMS reconhece que hoje o assunto precisa sim ser discutido, porém, eles fazem uma ressalva. Deve ser discutido de forma correta e apropriada.
Entre os fatores motivacionais do suicídio sinalizados na matéria está, sobretudo, a depressão. O que muitas vezes, principalmente entre jovens, estão ligados às dificuldades em lidar com as frustrações da vida e a falta da resiliência. Questão que venho já algum tempo tratando em meus artigos. Nossos adolescentes têm enorme dificuldade para lidar com as expectativas que nós, pais, e a sociedade depositam sobre eles.
Complementando, um agravante nesta faixa etária são as drogas, tanto as líticas, como: o álcool, cigarros e remédios, quanto as ilícitas. Como o cérebro, até aos 23 anos, está em formação, as drogas interferem fortemente na capacidade de restabelecer atitudes mais assertivas sobre a vida, principalmente frente às ações de bullying, preconceito, aceitação e injustiça. Questões comuns nesta fase da vida.

A autoconsciência pode resolver

Bem, pessoalmente acredito muito que o autoconhecimento é um fator preponderante no combate à depressão e a elevação do nosso empoderamento pessoal.
Devemos tomar posse do que somos. Das nossas forças e também das nossas fraquezas.
De forma plena, devemos ter autoconsciência sobre tudo que somos capazes de fazer.
É de fundamental importância ter autoconsciência sobre as nossas vulnerabilidades. Sobre os fatores que nos limitam ao lidar com emoções, sentimentos, frustrações, injustiças e autoestima.
Porém, ainda mais importante que reconhecer nossas vulnerabilidades, é reconhecer os nossos potenciais. Devemos reconhecer e valorizar, inclusive em nossos filhos, tudo que possuímos de melhor. Devemos concentrar nossa atenção nas coisas que sentimos orgulho em dizer que fazemos bem. Todos nós temos e somos bons e fortes em algo.
Invariavelmente, é reconhecendo e utilizando as nossas forças que iremos combater as nossas vulnerabilidades e nossas fraquezas até que elas também se tornem fortes. É com a autoconsciência das nossas forças que seremos capazes de nos levantar quando a vida se mostrar insustentável.
E mais uma vez! Ajude o seu jovem a se conhecer e a lidar com todas as dificuldades que a vida oferece.
Importante, deixe-os saber que os seus pais não são super homens ou super mulheres, que você também possui vulnerabilidades e que luta com isso todos os dias. Essa atitude reduzirá a expectativa e a responsabilidade que eles acreditam ter sobre eles mesmos.
Ajude-o a ser forte, não abrevie seus sofrimentos, mas garanta que estará sempre por perto para ampará-lo quando precisar.
E se você permitir. Até a próxima!
Adriana Oliveira
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